Dilma afirma não haver provas de um crime que, na verdade, existiu.
Dilma diz ser contra proposta que ela mesma assinou
Dilma contrata representante das FARC e mente, além de se fazer de vítima de “baixaria” por se ter tocado no assunto.
Dilma e o boné do MST - o vídeo explica tudo…
Agora você já sabe: se estiver passando pela aprazível Abadiânia, GO (arredores de Brasília), pode fazer uma pausa para descanso e divertimento — tudo muito familiar, claro! O Blog do Lessa recomenda!
Este vídeo diz tudo. É uma homenagem a todos aqueles que lutam pela liberdade de expressão.
“Quando você não puder levar o Fernando Pimentel a tiracolo para ficar soprando as respostas atrás de você, coloque ele dentro do seu ouvido direito…”
Se bem que, acredita o Blog do Lessa, eleição só se ganha depois do último voto apurado — e a esperança é a última que morre.
Ainda que a esperança seja a última a morrer, o Blog do Lessa anda desanimado da vida com os rumos da campanha de José Serra ao Palácio do Planalto. Em vez de bater duro e firme onde precisa, o candidato ouve seus marqueteiros e abranda comentários (críticas, nem pensar!) a respeito dos adversários petralhas. Em vez de mostrar, com imagens e entrevistas, o fracasso dos embusteiros petralhas, fica brincando de vaquinha de presépio para Lulla e seu poste — coonestando, quem sabe, o golpe à luz do dia que está sendo dado (o do terceiro mandato do sapo barbudo, já que está mais do que patente que o poste — além do mau caráter — é de uma energumenice enciclopédica).
Um parlamentar está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada. “Bem-vindo ao Paraíso!”, diz São Pedro. “Antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.” ”
“Não vejo problema algum. É só me deixar entrar”, diz o antigo parlamentar.”
“Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.”
“Não precisa! Já resolvi! Quero ficar no Paraíso”, diz o parlamentar.
“Desculpe, mas temos as nossas regras.” Após a ponderação, São Pedro acompanha o ex-senador até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo, o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes, em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado. Começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o Diabo, um cara muito amigável, que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que o parlamentar perceba, já é hora de ir embora. Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele. Agora é a vez de visitar o Paraíso.
O parlamentar passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes, que andam de nuvem em nuvem tocando harpas e cantando canções angelicais. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.
“E aí? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna.”
O parlamentar pensa um minuto e responde: “Olha, eu nunca pensei… O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.”
Então, São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre. Ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas, catando entulho e o colocando em sacos pretos. O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do parlamentar.
“N-Não estou entendendo”, gagueja o ex-senador. “Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!”
O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz: “É, meu caro… Ontem, nós estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto!…”
Demorou, mas aconteceu. O primeiro debate entre os principais candidatos à Presidência da República apenas ligou os motores da campanha que, espera-se, assuma ares mais decididos a partir de agora. Vamos a um rápido rescaldo dessa primeira experiência em 2010.
Tudo indica que a Band se preocupou mais em firmar-se como a primeirona nos debates do que com a substância. Daí a insistência no tema musical e no estilo “tuitado” de buscar as opiniões dos candidatos. Nesse momento, é preciso levar ainda em consideração outro aspecto muitíssimo importante: as emissoras são concessões públicas, e por isso mesmo deveriam promover, de alguma maneira mais aprofundada, o debate sobre os temas nacionais.
A partir daí, entende-se que o debate (quente, morno ou frio) deveria se estender pelo dobro ou mais do tempo e, dentro dessa perspectiva, vê-se que a formatação deixou a desejar — sob vários aspectos. As perguntas diretas aos candidatos deveriam ter sido restritas a alguns blocos. O início, no entanto, deveria conter um “round-robin” obrigatório (por 2 blocos, digamos) onde uma mesma pergunta deveria ser dirigida a cada um dos candidatos, sem direito a comentário por parte dos outros. Assim, seria evitada a “discriminação” reclamada pelo candidato Plinio de Arruda Sampaio. Outros dois blocos privilegiariam as perguntas diretas e pelo menos mais três se concentrariam em temas da atualidade.
Um bloco discutiria especificamente, por exemplo, Segurança; outro, Educação; outro, Saúde Pública; outro, Economia; outro, Planos de Governo. Nesses blocos específicos haveria perguntas obrigatórias para cada candidato, feitas por jornalistas (não apenas da emissora, mas também convidados de fora) ou mesmo cidadãos comuns e as aleatórias (candidato para candidato, escolhendo livremente a quem faria a pergunta).
As respostas, réplicas e tréplicas deveriam obedecer a um esquema descendente de tempo - 4, 3 e 2 minutos, para que cada candidato pudesse mostrar com um mínimo de detalhamento a sua proposta — ou fragorosamente o contrário.
Novamente, consoante com o fato de que as emissoras são concessões públicas e que esse(s) debate(s) são de interesse público — afinal, estamos discutindo o nosso futuro, como nação — seu início deveria ocorrer por volta das 19h30 e terminar depois da 01h00.
Resumo da ópera: talvez forçada pelas circunstâncias políticas (e vergada pela mediocrização que invadiu o Brasil), a Band foi obrigada a se curvar e promover algo que deixou muito a desejar.
Em Budapeste, Felipinho Massichello (antes conhecido como Felipe Massa) reencontra os médicos que o salvaram, há um ano.
Quando a verdade aparece, ela vai sendo disseminada — apesar de tudo e de todos. Um admirável trabalho de reportagem originado na revista Veja está sendo distribuído por outros sites — inclusive o do jornalista Políbio Braga (www.polibiobraga.com.br), de onde o texto abaixo foi obtido.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Veja diz que em 1999 Garcia procurou o governo FHC em nome das Farc.
A reportagem a seguir de Fernando Mello é inédita e exclusiva de Veja, que a disponibilizou no seu site nesta quarta-feira a tarde. O material revela uma informação explosiva: o gaúcho Marco Aurélio Garcia, que na juventude militou no PCB do RS e é agora assessor especial de Lula para assuntos exteriores, procurou o Itamaraty em 1999, em pleno governo FHC, para servir de “ponte” entre o Brasil e as Farc. O chanceler da época, Luiz Felipe Lampréia, recebeu Garcia e repeliu a oferta, porque na época, como hoje, as Farc combatiam o governo constitucional da Colômbia e já eram um grupo armado narcoterrorista. Garcia procurou o governo porque falava em nome das Farc, como enviado para estabelecer uma relação entre os bandidos e o governo FHC. O chanceler Lampréia confirmou tudo para Veja. Leia a seguir.
Garcia se ofereceu como “ponte” entre Brasil e Farc.
Fernando Mello.
O encontro ocorreu no gabinete do então ministro, Luiz Felipe Lampreia, que relatou ter recusado a oferta.
No final de 1999, o hoje assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia pediu uma audiência oficial no Ministério das Relações Exteriores. O encontro ocorreu no gabinete do então ministro, Luiz Felipe Lampreia. Garcia se ofereceu ao governo brasileiro para atuar como “ponte” com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Nos últimos dois dias, VEJA.com colheu relatos sobre o encontro.
Nesta quarta-feira, procurou o ex-ministro Lampreia, que confirmou a audiência. Servidor de carreira, com mais de 40 anos de Itamaraty, o ex-ministro não tem filiação partidária. “A proposta era de promover um encontro, uma relação, uma conversa”, afirmou.
Na última semana, o candidato a vice na chapa do tucano José Serra, Indio da Costa (DEM-RJ), provocou reações do PT ao dizer que o partido tem ligações com as Farc. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, chamou Indio de “desqualificado” e “medíocre”.
Em 1999, Garcia era o responsável pela área de assuntos internacionais do PT. Lampreia confirmou a conversa. “Ele pediu uma hora oficialmente, está na agenda”, relata. “Ele me fez essa oferta. Eu agradeci o espírito com que ele fez a oferta, um espírito respeitoso. Mas disse que não aceitava. Como chanceler não tinha nenhum interesse em ter contatos com representantes das Farc. A organização estava combatendo um governo constitucional, amigo do Brasil.”
Lampreia disse a VEJA.com que, recusada a oferta, Garcia não apresentou mais detalhes, nem disse qual seria o representante das Farc escalado para falar com o governo brasileiro. Naquele ano, as Farc tinham muito mais força do que hoje. Seus guerrilheiros se aproximavam da capital, Bogotá, e tinham chances de tomar o poder.
O pilotinho Felipinho Massichello deu entrevista coletiva hoje na Hungria — coincidente e curiosamente, palco de um acidente que por muito pouco, muito pouco, pouco mesmo não lhe custou a vida — para dizer, entre outras sandices, que “não farei mais jogo de equipe”, que “quando eu disser que eu sou o número dois, não vou correr mais”, e apelou para o último refúgio dos canalhas (o patriotismo) para negar que tenha traído seu país ao entregar a corrida de bandeja para seu companheiro de equipe, o Dick Vigarista versão espanhola: “Farei sempre tudo o que eu puder pelo meu país. Para mim, meu país é a coisa mais importante. Eu provei isso várias vezes na minha vida… do que sou capaz de fazer pelo meu país.”
O Blog do Lessa acredita — assim como, sem sombra de dúvida, a esmagadora maioria dos aficcionados da Fórmula 1 — que o processo de barrichelização de Felipinho está completo e acabado. Não há o que fazer. Por mais que ele se esforce, não tem volta. O crime já foi cometido. São raras as instâncias na vida em que a pessoa fica sem chance de reabilitação. O Blog do Lessa acredita, lamentavelmente, que o que o então piloto Felipe Massa — hoje Felipinho Massichello — fez na Alemanha é uma dessas raras instâncias.
Destinado a sepultar de vez o assunto da barrichelização de Felipinho, o Blog do Lessa parte, inclusive, para considerações mais concretas: faz sentido uma equipe ter dois pilotos em condições absolutas de igualdade de tratamento quando um ganha pelo menos três vezes mais do que outro? Por quê o prurido em ser segundo piloto, quando na verdade Felipinho o é e na prática (na pista, no GP da Alemanha) comprovou isso com atos e palavras? Será possível que Felipinho Massichello pilotou nos últimos seis meses sob o efeito de tranquilizantes ou alucinógenos e a opinião pública mundial não foi informada? Agora, quando ele vem a público falar essas bobagens sem sentido, fica a sensação de que, por motivos médicos, não se deve contrariá-lo.
Finalmente, o Blog do Lessa faz a pergunta que não quer calar — e que os mafiosos da Ferrari, claro, jamais responderão (pois isso implicaria a admissão total de completa de uma manipulação ilegal da corrida): de quem era a voz com forte sotaque italiano que, em tom severo, mostrou a Felipinho Massichello o seu lugar e determinou a ele que entregasse a vitória à versão espanhola e piorada do Dick Vigarista? Certamente não era do bundão Rob Smedley, que mais tarde ainda surgiu para balbuciar um desconsolado “i am sorry” nos ouvidos de Massichello…
Massacanagem ridícula!
A presepada protagonizada pelo piloto conhecido até hoje como Felipe Massa — mas que daqui para a frente só será chamado de Felipinho Massichello — no Grande Prêmio da Alemanha, em Hockenheim, foi a cereja podre que faltava num sundae estragado composto pelas sofríveis participações de brasileiros na Fórmula 1 desde que o Brasil perdeu seu grande ídolo, Ayrton Senna.
O Blog do Lessa, enojado com a atitude da Ferrari, convida você a ler a coluna de Claudio Lessa no site Direto da Redação sobre este assunto. Para ler o texto, é só clicar aqui. A multa de 100 mil dólares imposta pela FIA apósa publicação do texto não altera em nada o panorama. No mundo da F1, 100 mil dólares é dinheiro de troco.
E… se você quiser testemunhar o cinismo deste cretininho que mostrou ser nada mais do que um funcionariozinho burocrata de uma empresa, um sujeitinho sem caráter, em vez de um aguerrido desportista na categoria de ponta do automobilismo mundial, clique aqui para ouvir, no site Tazio, a entrevista que ele deu depois da corrida. Dá para perceber a desfaçatez em cada sílaba que Massichello pronuncia.
Acima, o cocainômano Débi exibe olhar desconsolado enquanto o vigarista frustrado Lóide mostra o tamanho da taca em que se meteu ao ser pego com a boca na botija quando tentava, mais uma vez, prestigiar seus amiguinhos narcotraficantes de sempre.
(O autor da oportuno instantâneo é Fernando Llano, da AP)