Ouça aqui o comentário de Claudio Lessa que foi publicado esta semana no site Direto da Redação, de Eliakim Araújo (www.diretodaredacao.com).
Brasileiro não respeita sinal vermelho. Barrichello fez o mesmo na corrida da Austrália, além de passar por cima de três colegas. Brasileiro só é punido quando morre ou mata num acidente depois de furar o sinal vermelho. Na Austrália, ele acabou desclassificado, apesar da (surpreendentemente) boa corrida que conseguiu fazer com o Honda.
Ligar a televisão, sintonizar na Globo. Tirar o som da tevê. Ligar o computador, achar o site da Band FM. Ajustar o volume e… curtir cada momento. Único senão: há um delay de cerca de oito segundos (não muito crítico) entre o áudio do computador e as imagens que aparecem no vídeo. Esse delay pode ser eliminado se você ligar o rádio, em vez de sintonizar o áudio puro que sai pelo computador. Mas… por motivos óbvios, é essencial tirar o volume do aparelho de tevê. Bônus: a entrevista dos pilotos depois da corrida, coisa que a Globo não mostra.
Agora é uma corrida contra o tempo: nos EUA, prepara-se um projeto de lei de urgência urgentíssima para transformar Lewis Hamilton em cidadão norte-americano e permitir que pessoas que se naturalizaram disputem a presidência. Com isso, forma-se no horizonte uma chapa aparentemente imbatível: Lewis Hamilton (P) & Barack Obama (VP).
Convencionou-se dizer que o rei Pelé não deveria abrir a boca. Afinal de contas, o Brasil é o país da hipocrisia. E Pelé não é hipócrita. Por isso mesmo, disse que Ronaldo Gorducho, depois de sua mais recente contusão, não tem mais condições de jogar bola como nos bons tempos. Todo mundo caiu de pau, mas Pelé está absolutamente certo. Pelé diz que Pato não é craque. Pelé está absolutamente certo. Pato pode vir a ser um craque no futuro, depois que aprender um monte, mas agora… é muito cedo para dizer.
Rubinho Pé-de-Chinelo surpreende na Austrália e começa a reconquistar seu sobrenome alternativo (Barrichello). Andou bem, manteve a Ferrari durante 19 voltas no retrovisor, e mostrou que a Honda pode fazer bonito no pelotão intermediário em 2008. Só não pode carregar o abastecedor nem furar sinal vermelho. Felipe Massa e Nelsinho Piquet decepcionaram. Massa fazia uma bela corrida de recuperação quando a Ferrari (que agora precisa espionar a McLaren) pifou. Piquet (Renault) não disse a que veio, especialmente quando outro estreante (Sebastien Bourdais, Toro Rosso) mostrou serviço num carro bastante inferior. Mas o melhor de tudo foi ver o fim do controle de tração, e o conseqüente “reality check”: o tal de Kimi Raikonnen precisa de muito frio para ser o “homem de gelo”, entre outras coisas.
No final do campeonato de 2007, não hesitei em dizer que foi um “acordo de cavalheiros” que retirou das mãos de Lewis Hamilton o campeonato mundial, em virtude do caso de espionagem McLaren-Ferrari. Cheguei a questionar o fato de como não retirar os pontos dos pilotos, quando eles são - em última análise - os maiores beneficiários de um eventual esquema de espionagem. Enfim… escrevi para quem quisesse ler e disse para quem quisesse ouvir que Lewis Hamilton retomaria seu ritmo em 2008. Faltam vinte voltas para o fim da primeira corrida deste ano, na Austrália. Hamilton dominou todo o fim-de-semana, e se nada esquisito acontecer, leva essa corrida e… não perde o campeonato de 2008. Quem viver, verá.
Um jornal para brasileiros publicado na Flórida parece ter resolvido o problema. Veja abaixo:
A imagem acima é apenas uma experiência. Coisas de programação de computador, até que se chegue ao final das tentativas com algo que se pretende obter. Em breve terei novidades. Por enquanto, trate de ficar ligado na F1 e descubra quem será o primeiro a aparecer com desculpas. Nelsinho? Rubinho? Massinha?