Uma rede tevê lembrou hoje que o sistema de faixas de pedestres tal como existe atualmente completou onze anos, e que nesses onze anos, o número de mortes aumentou. Também, pudera: foi instituído um sistema de comunicação entre pedestre e motorista que não é respeitado pelo pedestre! A matéria da tevê chegou ao cúmulo de dizer que o pedestre não é obrigado a levantar a mão, para indicar — nesse tipo de comunicação não-verbal — seu desejo de atravessar a rua. Em outras palavras, fica por conta do motorista adivinhar as intenções de quem perambula pelos passeios da Ilha da Fantasia.
O Blog do Lessa reitera que a comunicação não-verbal entre pedestre e motorista, neste caso, se dá (e tem que se dar) nas duas vias: o pedestre anuncia sua intenção fazendo o clássico sinal de “anauê!” e o motorista pára o carro. Se o pedestre já estiver sobre a faixa, atravessando, é lógico que o motorista deve parar seu veículo. No entanto, se o pedestre não dá o chamado “sinal de vida”, o motorista tem todo o direito de seguir seu caminho. Eu, mesmo, que tenho o costume norte-americano de dirigir com os faróis acesos mesmo de dia, para ser melhor visto, tenho também o costume de abrir a janela e fazer o “anauê!” para que o pedestre me veja e fique quietinho no seu canto. Nunca resultou em morte, até agora.