As investigações do caso Isabella são risíveis, se não fossem trágicas. A incapacidade da polícia selar um local logo após a constatação de um delito abriu a porta para inúmeras manipulações da cena do crime, que agora rendem dias e dias de investigações estéreis. Qualquer leigo que assiste pela tevê às jornadas de Grissom & companhia no CSI Las Vegas vê como é importante isolar o local de um crime o mais rápido possível. Pode-se dizer que esse seja o passo número 1, que determinará todo o curso das investigações. No caso Isabella, só depois de quatro perícias, entrada de repórteres “fominhas”, em busca do furo a qualquer custo, sem contar a invasão do local pelo avô e pela irmã de Nardoni é que o local foi fechado (será que foi, mesmo?). A polícia, que deveria trabalhar no sentido de obter todas as garantias de que os criminosos sejam apanhados, fez exatamente o contrário - e o resultado pode ser a vitória de uma tese “ufológica” que coloca um terceiro adulto no apartamento, capaz de inúmeras tarefas ao mesmo tempo, sem contar a capacidade de se tornar invisível. Profundamente lamentável. Esta é a opinião do Blog do Lessa, que realmente gostaria de ter dinheiro para comprar as temporadas completas de CSI Las Vegas e enviar para o pessoal encarregado de realizar investigações criminais, obrigando-os a uma maratona de “reciclagem profissional”, if you know what I mean, para que eles possam voltar ao básico, ao a-b-c.
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