Por que justamente a marinha da França — país que está comprometido até o pescoço com a fabricação e comercialização dos Playmobiles da Airbus — é quem conduz as buscas das caixas pretas do AF-447? O Blog do Lessa oferece uma passagem de ônibus no trecho Natal-Paris (a parte marítima corre por sua conta) a cada um de seus leitores, numa nova linha terrestre que será inaugurada oportunamente, assim que os marinheiros franceses acharem as caixas pretas — e divulgarem o seu conteúdo, por mais prejudicial que ele seja aos interesses do fabricante europeu dos aviões de matéria plástica.
O STJ acaba de anunciar que apresentar identidade falsa às autoridades não é crime, mas sim “autodefesa”. O Blog do Lessa, ao juntar essa decisão com outra recente, segundo a qual não é crime manter relações sexuais com garotas menores de idade — desde que elas não sejam mais virgens e estejam se prostituindo, imagina o quanto de gente vai escapar da cadeia depois que os cumpanhêro perderem a boquinha rica…
Com a morte de Michael Jackson, como fica a situação da Garoto? O Blog do Lessa foi informado, com exclusividade paraguaia, que o cantor era dono do fabricante de chocolates, por quem se apaixonou só de ouvir o nome.
Poucos meses antes de morrer, Michael Jackson andou espalhando que estava doente, que tinha pouco tempo de vida, e que desejava deixar todas as músicas dos Beatles — o catálogo que ele comprou na calada da noite, deixando Paul McCartney furioso — para seus verdadeiros donos, como “herança”, como forma de “redenção”. O próprio Paul não levou a coisa muito a sério, já que Michael Jackson tinha o filme totalmente queimado com ele. O Blog do Lessa aguarda, curioso, a abertura do testamento de Michael Jackson para ver se isso realmente acontece.
Tendo em vista o brilhante currículo do netinho de José Sarney — que por mérito dele, o currículo (e não do vovô presidente) conseguiu uma sinecura no Senado para cuidar de empréstimos consignados — o Blog do Lessa despachou seus repórteres às ruas para buscar um equivalente “comum”. Ao receberem a ordem, os dedicados jornalistas nem precisaram vestir o paletó e deixar a redação: olhando a mesa principal, constataram que o chefe de redação do Blog do Lessa, ele mesmo, tem trinta e cinco anos de jornalismo, dos quais vinte passados nos Estados Unidos, trabalhando para empresas brasileiras e norte-americanas; fala três idiomas e arranha mais uns dois; possui comprovada experiência administrativa e de chefia de redações, tanto aqui como nos EUA; etc, etc, etc. No entanto, não possui vovô político, não é boiola (requisito aparentemente fundamental para sucesso funcional nas redações de hoje) nem faz parte de panelinhas esquerdistas (outro trunfo igualmente poderoso, atualmente). O chefe de redação do Blog do Lessa sempre considerou a atividade jornalística uma diversão; por desempenhá-la com brilhantismo, ela sempre lhe rendeu um bom dinheiro, unindo o útil ao agradável. Consequentemente, tarefas como a presidência da EBC, o cargo de porta-voz da Presidência da República, ou mesmo a diretoria de um canal de tevê público não estão — nem estarão, tão cedo — ao seu alcance.
Ao observar o caos no Senado Federal, o Oráculo do Cerrado considera mais do que naturais os esforços pretéritos e atuais de José Sarney em transformar o Brasil num imenso Maranhão — afinal, é tudo o que ele conhece — mas lembra-se de uma sentença inexorável, aplicada a todos, sem distinção: “Aqui se faz, aqui se paga.”