As Casas Bahia resolveram abandonar de vez a língua portuguesa, adotando o “idioma” de Lulla. Na incansável busca de agradar os 84% de analfabetos funcionais que pululam pelo fazendão, os anúncios das Casas Bahia agora se referem ao estabelecimento num curioso singular-plural: “A Casas Bahia liquida” (sic) isso e aquilo, etc. O apedeuta-mor deve estar se sentindo recompensado em seus esforços de mediocrizar, cada vez mais, o seu habitat. O Blog do Lessa, ao contrário, só tem a lamentar mais essa agressão aos ouvidos dos telespectadores do país inteiro.
Discordo, quando eles falam em a “casas bahia” estao se referindo a uma unica loja e nao a rede como um todo, pois o nome da loja eh casas
Lamento, GaH. A construção da frase é péssima, soa mal, está errada, e foi feita apenas com o objetivo de chamar a atenção (negativamente) do público. Essa técnica é a mesma de uma propaganda antiga da empresa Roto-Rooter, em que o locutor anunciava um número de telefone e a imagem mostrava outro. (Os dois números pertenciam à Roto Rooter). Quando a pessoa ligava com o intuito de alertar para o erro, levava uma “cantada” do vendedor, pronto para oferecer os serviços da companhia. Você diria “O Estados Unidos saiu da crise” na presunção de que está falando de apenas “um” país? Creio que não. Abs, Lessa
Infelizmente a frase está correta. Como disse o Gahs: a referência é feita ao nome do estabelecimento. Se você tem um amigo que se chama “Julius” e tiver que dizer “O Julius liquida”, cairá no mesmo caso.
Também está no mesmo caso: “A Casas Sendas liquida”, “A Lojas Americanas liquida”.
Não, não está correta. Aliás, as próprias Casas Bahia se referiam a si próprias no plural antes, e a mudança - indevida - foi o que bateu com força e doeu nos ouvidos. Da mesma forma, o correto é “As Casas Sendas liquidam” e “As Lojas Americanas liquidam”. “Julius” é uma grafia do nome “Júlio”. Se o Júlio/Julius liquida o que tem na sua garagem, bom para ele. Mas se o Júlio - ou o Julius - tem uma rede de lojas que ele batizou de Lojas Julius / Lojas do Júlio (no plural), o Julius/Júlio tem que atender à concordância verbal que exige o uso do verbo no plural. “As Lojas Julius liquidam”. Gramática à parte, é até uma esperteza de marketing, porque se ele se referir à sua rede no plural, o alcance da mensagem será muito mais amplo (conceitualmente). Caso contrário, iremos todos para o Estados Unidos. O Estados Unidos é forte. O Estados Unidos é poderoso. Talvez se nós falarmos assim, o Lulla acabe conseguindo seu intento, para felicidade dos incontáveis analfabetos e semi-analfabetos que o seguem, o veneram, e o têm como o supra-sumo da inteligência - o esperto que nunca leu um livro mas virou presidente.
Prezado Lessa. Que me desculpem os dois internautas que fizeram os comentários acima, mas isso prova o quanto nosso ensino está péssimo. O artigo “A” de “A Casas Bahia”, tem sim que concordar com o sujeito da frase, “Casas Bahia”. E nas propagandas televisionadas soam tão mal que realmente não dá vontade nem de passar perto de uma loja. E olha que eu moro ao lado de uma. E fico na dúvida se foi erro crasso de português ou marketing para atrair a classe C, D e E, com um chamado na mesma linguagem. Abraço.
Name (required)
Mail (will not be published) (required)
Website