Por um problema técnico surgido no poste que fica na frente de casa, ficamos sem internet por mais de vinte e quatro horas. A suposição inicial era de que o modem poderia ter queimado, por algum estranho motivo. Quando chamamos a assistência técnica da Net, a atendente foi rápida em oferecer o conserto na mesma noite. Lo and behold, por volta de dez da noite o técnico apareceu, consertou o defeito - o modem não havia queimado - e ajeitou a velocidade da transmissão do Virtua, que passou a ser excelente. Em resumo, foi um atendimento rápido, bem executado e sem qualquer problema.
Em mais um episódio lamentável da vida brasileira, Gilmar Dantas Mendes, no comando do STF, deixou escapulir a turma que detonou o caseiro Francenildo. Curiosidades de quanto foi a mala à parte, uma das palavras mais usadas na contestação oferecida pela defesa foi “materialidade”. Eles devem ter razão, pois a coisa deve ter acontecido assim: Matoso, o baba-ovo, respondeu ao “call of duty” e, mesmo que ninguém pedisse, estuprou o sigilo bancário de Francenildo. Essa “materialidade” está comprovada, e ele vai pagar por isso, de uma forma ou de outra. Na sequência, entretanto, aconteceu o seguinte: um desencarnado que circulava perto de Matoso viu o extrato e acabou baixando num terreiro lá na Ceilândia. Ali, ele passou as informações para uma prima da empregada de Marcelo Netto, que por sua vez vazou o material para a imprensa e entregou o butim na mão de Palocci. Como no Brasil não há a configuração do crime de “conspiracy”, faltou “materialidade”.
O ponto de encontro de empreiteiros, doleiros e mutreteiros em geral.
Deu no site do Comunique-se:
“Um vídeo com o apresentador do CQC Rafael Cortez sendo alvo de brincadeiras foi retirado do YouTube, na última quinta-feira (20/08), por “reivindicação de direitos autorais da Rafinha Productions”. Produzido pelo jornalista Jorge Antonio Barros, que mantém o blog Repórter de Crime no site do O Globo, o material mostra Cortez e uma equipe do programa durante um vôo entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Em seu blog, Antonio Barros nega qualquer “violação de direitos autorais” e diz estar enfrentando “o pior adversário da imprensa e da cidadania: a censura”.
“Depois de 28 anos de jornalismo, completados mês passado, estou enfrentando o pior adversário da imprensa e da cidadania: a censura imposta pelo poder econômico. A empresa Rafinha Productions entrou com um pedido para remoção no YouTube do vídeo exclusivo que fiz, em tom de irreverência, com o apresentador Rafael Cortez, um dos repórteres do CQC”, diz o jornalista em seu blog.
Apesar de ter sido retirado, o vídeo já foi recolocado no YouTube por um outro usuário e está disponível no Yahoo Vídeos.”
O Blog do Lessa, totalmente contrário a qualquer manifestação de censura, especialmente na web, está postando aqui o video para ajudar a acabar, de uma vez por todas, com essa cretinice e se solidariza com o jornalista Jorge Antonio Barros — da mesma forma que se solidarizou com o jornal O Estado de S. Paulo na censura perpetrada por José Sarney e sua gangue “familiar”. O Blog do Lessa aproveita para incitar outros blogueiros a que façam o mesmo - republiquem/repostem o video, de maneira a tornar impossível, na prática, qualquer tipo de proibição. Guerrilha urbana via internet? É, é mais ou menos isso, mesmo.
Na terra do “é assim mesmo”, é assim mesmo, se você quiser que continue sendo…
Qual a parte da expressão “anistia ampla, geral e irrestrita” que zerou a conta entre torturadores e torturados, abriu caminho para a conciliação nacional — e, de quebra, permitiu que essa cambada de pilantras que se esconde no manto de uma (em geral) pseudo-perseguição política continue sobrevivendo e praticando as maiores picaretagens políticas, financeiras, diplomáticas que nunca antes na história desse país se viu — esse imbecil da foto & manchete acima não entende? Qual o problema dele? Ele apanhou demais ou de menos na cadeia, durante a repressão? Em outras palavras, essa cabeça mole dele é de nascença ou foi adquirida com o “conjunto da obra”?
Numa tocante homenagem, o piloto brasileiro — autor do livro “A Fórmula 1 Segundo Rubens Barrichello” — decidiu correr no GP da Europa, em Valencia, com uma inscrição lembrando seu amigo Felipe Massa. O ferrarista continua se recuperando no Brasil de um acidente causado por uma mola que se soltou justamente do carro de Rubinho, nos treinos para o GP da Hungria. A inscrição no capacete de Barrichinho, em inglês, diz: “Lembre-se de Massa. Não chegue perto de mim!” O Blog do Lessa está impressionado com a grandeza do nosso excepcional pilotinho Pé-de-Chinello.
Hmmmm… Talvez seja apenas um caso de esclerose, muito comum em gente idosa — que com frequência, apela para esse expediente num exemplo clássico de comportamento 171. O quadro: a pessoa não se lembra de mais nada, não sente remorso por coisa alguma, assume uma postura de distanciamento de tudo — o que, muito convenientemente. Pode parecer doença, mas na maior parte das vezes é esquema. Já vi isso de perto. Minha avó materna apelava para esse expediente toda hora.
“FALTA MUITO PARA QUE A INOCÊNCIA TENHA TANTA PROTEÇÃO QUANTO O CRIME.”
Duque de La Rochefoucauld (1613-1680)
Nada disso, e muito melhor que isso. É que auto-confiança é sexy. Esta é apenas Lina Vieira, a ex-secretária da Receita e ídola do Blog do Lessa que, com suavidade, firmeza e um sorriso encantador, enfrentou a ogra Rousseff — que não tem coragem de ser acareada com ela, por motivos mais do que óbvios. Afinal, a linda Lina é pé-no-chão, e não precisa de agenda para separar a verdade da fantasia. Abaixo, Lina Vieira em dois cliques (Alan Marques, da Folha, e Ailton de Freitas, d’O Globo).
“Não mudo a verdade no grito, não preciso de agenda para dizer a verdade e a mentira não faz parte da minha biografia.” (Lina Vieira, ex-secretária da Receita, coroa sexy e ídola do Blog do Lessa, contrapondo-se a dois mentirosos contumazes — Lulla e Dilma)
Entre sorrisos, Sujo & Mal Lavado preparam mais uma treta no Senado.
Escrito na tumba política da ministra Luisa Estela Wanda Dilma: “Começou no Colina, acabou com Lina.”
Sarney e sua turma tanto fizeram, tanto fizeram, que a casa acabou assim, cheia de fumaça.