Há uma pequena mas significativa diferença, porém: na ditadura, a censura partia dos milicos indistintamente, contra todos os órgãos de imprensa; no caso Sarney, foi necessário um desembargadorzinho baba-ovo, com laços sociais e familiares com a família Sarney — que não se importou em jogar no lixo o imperativo ético que deveria orientá-lo, impedindo-o de saída a se pronunciar em juízo sobre um caso desses — para conseguir torcer a lei e jogar o Brasil inteiro nas trevas da censura, uma vez mais. O Blog do Lessa só pode lamentar o retrocesso profundamente e prestar, aqui, sua solidariedade ao jornal O Estado de S. Paulo — ao mesmo tempo em que tem a mais absoluta certeza de que esse é um dos últimos suspiros de uma era.
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