Era só o que faltava. Como se não bastasse o fim da responsabilização dos estudantes (que não tomam mais bomba por não estudar durante o ano letivo), da prática e dos elogios à mediocrização generalizada — a partir do atual ocupante-mor do Planalto, sem falar na tentativa de institucionalização do faroeste no fazendão com o sinistro e insidioso PNDH 3, agora surge o conceito de “droga social”.
Um tal de Jobson (jogador de futebol que nunca comeu melado, mas quando teve a chance de comer se lambuzou), foi apanhado não apenas uma, mas duas vezes no exame antidoping por causa de cocaína. O Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, em vez de banir esse vagabundo do esporte de uma vez por todas, suspendeu-o por apenas dois anos. A defesa do jogador — cujo QI é, certamente, um número negativo e por isso mesmo não lhe permite ter nem um lampejo de consciência do seu papel como referência para uma multidão de meninos que aspiram a fama no futebol, um dia — baseou-se numa tese delirante do advogado Carlos Portinho: a de que o crack (substância viciante já no primeiro consumo), uma droga que está devastando a sociedade brasileira nos seus grotões mais profundos, depois de arrasar outros países, é apenas uma “droga social”, que não traz melhora de desempenho dentro de campo.
Por isso, segundo o advogado do jogador, o fato de Jobson usar crack (um derivado ou subproduto da cocaína) não tem nada de mais, em relação ao futebol. O Blog do Lessa suspeita que, pelo nível de enlouquecimento da defesa de Jobson, ela deva ter sido elaborada enquanto o advogado Carlos Portinho experimentava alguma substância que transcende e expande os cinco sentidos.
O Blog do Lessa acha que os dois — o tal Jobson e o tal advogado dele — são dois “crackheads” que deveriam ser banidos de suas respectivas profissões. Jobson, por consumir esse tipo de lixo; o advogado, por tentar (e, aparentemente, conseguir) dar um nó em pingo d’água dessas dimensões diante de uma sociedade que não pode abrir a guarda para um tema tão perigoso quanto esse.
O Botafogo, que anunciou sua intenção de “adotar” o crackhead, simplesmente reitera sua condição de time de segunda linha. Times vencedores não permitem que maçãs podres infestem seus vestiários.
O Blog do Lessa também acredita que a decisão do STJD deveria ser reformada, endurecendo a punição para “banimento”, de forma a deixar claro que esse tribunal ainda não está contaminado por essa escória química que destrói tantas vidas. Para usuários e traficantes de drogas, tolerância zero!