O problema do bolão gaúcho não vai ser resolvido tão cedo - isso, se vier a ser resolvido algum dia. Já há o antecedente de outra situação igual, ocorrida no Centro Oeste, que até hoje não deu em nada.
O que resta disso tudo? A descoberta (ainda que tardia) de que boa parte dos bolões das casas lotéricas (apesar de proibidos e não fiscalizados) é feita da seguinte forma: o dono da lotérica agrupa números e faz uma lista. Os incautos que resolvem participar não sabem que a aposta ainda não foi feita. Só depois, quando houver gente suficiente (e o dono da lotérica não se “esquecer” de passar a aposta na máquina) ela será feita.
Esse é o problema que ocorreu no RS. Ele abre uma porta para o crime de estelionato e deixa um gosto mais-que-amargo na boca dqueles que se sentiram milionários por algum tempo, além de reforçar a queimação crônica de filme da Mega Sena.
Se você ainda pretende continuar apostando, o ideal é fazer seus bolões entre seus amigos e conhecidos. Leve a cartela à lotérica mais próxima e você, mesmo(a), faz a aposta na máquina, dentro do prazo estabelecido. Tire cópias para todos os participantes e guarda o original da aposta em seu poder e espere pelo melhor.
Se você apostar em casas lotéricas, exija ver o comprovante da aposta realizada no original. Só aquele papel com os números e as assinaturas dos participantes — o chamado compromisso entre você e a lotérica — não vale o buraco da rosca. Lógico, você não vai poder ficar com o original, mas o fato de ele existir, fisicamente — e de você poder conferir data, número do sorteio etc, demonstra que o dono da lotérica não está pretendendo dar o cano, dessa vez. Ainda assim, não custa ficar com um pé (ou os dois) atrás.
O dinheiro é seu.