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Se Não Fosse Trágico, Tampouco Seria Cômico
Mar 11th, 2010 by claudio lessa

A tentativa incessante da petralha, de arrastar o pré-candidato tucano, José Serra, ao ringue da ilegalidade eleitoral (para depois acusar o adversário de estar praticando a mesma imoralidade e se eximir da irresponsabilidade praticada até o momento com a cidadania) acaba, invariavelmente, resvalando na apedêutica do chefe do desgoverno — cada vez mais enlouquecido para emplacar seu poste.

Desta vez, como se não bastassem as comparações infelizes (para dizer o mínimo) dos presos políticos cubanos com os vagabundos e criminosos que pululam nas cadeias paulistas, o “mito” acaba (intencionalmente) de demonstrar que não sabe o significado das palavras mais básicas do idioma, garantindo seu lugar nos anais e nos menstruais da História ao lado dos Odoricos da vida.

Há alguns dias, o governador de SP, José Serra, utilizou uma maquete para demonstrar sua intenção de construir uma ponte no seu estado. O apedeutinha barbudo, que na companhia de sua mala sem alça inaugura obras que não foram feitas, que não foram iniciadas, que não foram finalizadas, ou que simplesmente não são obras (ponto final), — algo que já lhe rendeu o comentário de @tiodino, no twitter, de que ele estaria inaugurando até ponte de safena em doente necessitado em hospital do SUS — aproveitou a deixa para dizer que Serra estaria inaugurando até maquete.

Infelizmente, é essa mistura de cachaça com ignorância, temperada com má-fé, que corrói (por dentro) os pilares democáticos recém-assentados nesse país e gera tanta desesperança no coração dos cidadãos que desejam viver numa terra ordeira, onde compromissos são cumpridos, acordos são respeitados, leis são observadas.

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