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Academia Espiritual
Mar 31st, 2010 by claudio lessa

Hoje, descobri que sou meio cabocla. Por parte de marido. O lindinho morava num sítio aqui em Colombo e depois de uns anos vim morar também. E nessa minha caboclice tenho seguido a vida até bem feliz. Estou cercada de mata virgem ainda por todos os lados. Tenho uma vizinha que mora a uma certa distância cujo apelido é Índia, apesar de ser branca, foi criada pelos Caingangues e apesar de ser evangélica, pede sempre que vou à minha “igreja” se for gira de Caboclo que peça por ela e pela família dela.

As crianças juram que já ouviram índios assobiando na mata, e uns indiozinhos correndo por aqui… A cada dia que passa acho que nós estamos é vivenciando mais nossa tribo familiar. Já não gosto de ir ao centro de Curitiba como fazia antes. Meu filho do meio não entra em shopping nem amarrado: “dá falta de ar”… E o cheiro da cidade então? O peso das pessoas…É uma mistura muito grande e não estamos mais acostumados. Lidei muitos anos da minha vida com jornais, propaganda e artes plásticas e sinceramente não me fazem mais falta.

É cada coisa que acontece aqui! Meu caçulinha chegou um dia pra me acordar as 8 horas da manhã porque tinha uma entidade querendo falar comigo e ele achava que era um boiadeiro. Não era uma entidade, era seo Tadeu, um vizinho que tinha vindo à cavalo “pra mó de prosiá” com o lindinho, já que não tinha o que fazer em casa. Proseou durante duas horas sobre a lida e a dificuldade dela… Quase uma aula de filosofia o homem deu…

Em outro dia, meu caçulinha reclamando pra fazer sua parte em um serviço, começou a chorar. Falei pra ele que se era difícil arrumar a cama, a partir daquele dia eu ia arranjar uma boiada pra ele tocar. Uns quinze minutos depois entram no terreno vários bois (o que é bem comum por aqui). Imediatamente ele fala: Droga! Como é difícil ter mãe médium! Não desmenti nada : mãe precisa ter moral!

Quando comecei na Umbanda e chegava meio “carregada” era só caminhar, até aqui dentro, descalça pela grama. A natureza em si é uma dádiva. Tudo nela é perfeito. Em nós não, mas podemos ser refeitos, reaninhados em seu colo.Não consigo conceber um filho da Umbanda, que não vá conhecer a fonte de energia de seu Orixá pelo menos, e não reconheça Deus em Sua Criação mais primitiva.

À medida que dou pequenos passos no entendimento de minha religião, menos aceito que qualquer religião seja só o religar com Deus. É muito mais. A religião em que você está é como uma “academia mental e espiritual”, se bem utilizada. São os momentos de reflexão dentro do templo que você elegeu que todas as coisas da vida cotidiana passam a ser melhores. Um cooper pra você entrar em forma pra melhor exercer sua profissão, um alongamento para a convivência familiar e entre amigos, um aquecimento para a plena cidadania, que culminarão numa resistência melhor à solidão que as vezes permeia nossas vidas. Pense nisso!

(Por Andrea Destefani — publicado originalmente no site Coisas da Vida — http://coisasdecasados.blogspot.com)

A Cristianização de Dilma Duchefe
Mar 31st, 2010 by claudio lessa

A não ser por um aborto da natureza, tudo indica que Lulla, sempre metido a mais esperto que os outros, pode estar num processo criativo inédito. Esse processo envolveria um novo método de cristianização de sua “candidata” Dilma.

É lógico que todo candidato tem uma chance de ganhar a eleição, por pior ou mais mal preparado que seja. Essa hipótese nunca deve ser descartada. No caso específico de Dilma Duchefe, ela se encaixa no “se colar, colou”. Se ela for eleita, deve raciocinar Lulla, menos pior. Mas… se ela não se eleger — o que é a hipótese mais provável — Lulla e sua gangue farão o possível e o impossível para paralisar um eventual governo Serra (quem se lembra da oposição irresponsável no Congresso ao governo FHC entenderá perfeitamente do que se está falando aqui).

A grande jogada é essa: jogar no fogo uma pessoa que, além de uma ficha corrida lamentável, jamais foi sequer síndica de um prédio de quatro qutiinetes — ou seja, possui zero de experiência administrativa. Se este acinte for bem-sucedido, e Lulla conseguir esfregar nas fuças dos brasileiros que faz o que quer e o que bem entende com essa terra de 84% de indigentes, será mais uma sonora risada plena de escárnio em relação a tudo o que o sistema democrático representa e ofereceu a ele e à sua gangue nestes anos todos.

Se isso não ocorrer, em 2014 Lulla e sua gangue têm uma grande chance de retorno triunfal, nos braços do “povo”, como um “pai da pátria”, tal qual um Joaquim Roriz reincidente, pronto para dar cabo do que pouco que, então, sobrará do fazendão. Ele, particularmente, não se importará com isso. Sua família toda tem passaporte italiano e seu filho é um bem-sucedido (leia-se milionário) empresário, certo?

Síndrome de Ofélia
Mar 31st, 2010 by claudio lessa

Esse Vanucchi, coitadinho, não se enxerga. Ele, que é a antítese do terrorista clássico - magrinho, faminto porque mal alimentado, porque sempre à espreita, porque sempre preocupado, porque sempre com um plano B de fuga na cabeça; só isso emagrece, melhor que qualquer regime — não consegue esconder seus paradoxos (o mais explícito, claro, sendo o gordo manequim). Só mesmo no Brasil um terrorista (não existe “ex”: quem foi não deixará jamais de sê-lo) barrigudo!…

O gordinho Vanucchi — exemplo das incongruências da “esquerda” oportunista (e por isso mesmo burra) que se aboletou no poder, espalhando seus medíocres tentáculos pelos cantos mais obscuros da administração (afinal, é muito cumpanhero, por isso é preciso muito cabide) — que, se fosse mulher, certamente seria chamado de Ofélia, mais uma vez abriu a boca para falar besteira.

Desta vez, noticia a Folha de S Paulo de 31 de março (A11), o barrigudinho “Vanucchi afirma que imprensa age como ‘partido de oposição’”. É o clássico exemplo do pilantra que se utilizou de uma situação no passado e agora, quando percebe que nem tudo é cor-de-rosa, se volta contra aqueles que o ajudaram. Quando a esquerda burra, indolente e oportunista precisava de um canal para se contrapor ao governo ditatorial dos militares, a imprensa (como instituição, e seus integrantes, como agentes de descompressão) estava de bom tamanho. Quando essa mesma esquerda burra, indolente e oportunista perdeu oportunidade após oportunidade de construir um Brasil melhor, com base na verificação, constatação e reparação de erros cometidos por outros governos, e a imprensa começou a registrar esse fracasso, aí a imprensa é vista como “partido de oposição”.

Esse discurso obsoleto pode até funcionar/repercutir bem junto a alguns poucos dinossauros, mas certamente não “cola” mais no Brasil do século 21. Ele soa muito mais como papo furado de gordinho acomodado, que não quer largar o osso.

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