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“Ele Não Pode Ser Contrariado”
July 29th, 2010 by claudio lessa

O pilotinho Felipinho Massichello deu entrevista coletiva hoje na Hungria — coincidente e curiosamente, palco de um acidente que por muito pouco, muito pouco, pouco mesmo não lhe custou a vida — para dizer, entre outras sandices, que “não farei mais jogo de equipe”, que “quando eu disser que eu sou o número dois, não vou correr mais”, e apelou para o último refúgio dos canalhas (o patriotismo) para negar que tenha traído seu país ao entregar a corrida de bandeja para seu companheiro de equipe, o Dick Vigarista versão espanhola: “Farei sempre tudo o que eu puder pelo meu país. Para mim, meu país é a coisa mais importante. Eu provei isso várias vezes na minha vida… do que sou capaz de fazer pelo meu país.”

O Blog do Lessa acredita — assim como, sem sombra de dúvida, a esmagadora maioria dos aficcionados da Fórmula 1 — que o processo de barrichelização de Felipinho está completo e acabado. Não há o que fazer. Por mais que ele se esforce, não tem volta. O crime já foi cometido. São raras as instâncias na vida em que a pessoa fica sem chance de reabilitação. O Blog do Lessa acredita, lamentavelmente, que o que o então piloto Felipe Massa — hoje Felipinho Massichello — fez na Alemanha é uma dessas raras instâncias.

Destinado a sepultar de vez o assunto da barrichelização de Felipinho, o Blog do Lessa parte, inclusive, para considerações mais concretas: faz sentido uma equipe ter dois pilotos em condições absolutas de igualdade de tratamento quando um ganha pelo menos três vezes mais do que outro? Por quê o prurido em ser segundo piloto, quando na verdade Felipinho o é e na prática (na pista, no GP da Alemanha) comprovou isso com atos e palavras? Será possível que Felipinho Massichello pilotou nos últimos seis meses sob o efeito de tranquilizantes ou alucinógenos e a opinião pública mundial não foi informada? Agora, quando ele vem a público falar essas bobagens sem sentido, fica a sensação de que, por motivos médicos, não se deve contrariá-lo.

Finalmente, o Blog do Lessa faz a pergunta que não quer calar — e que os mafiosos da Ferrari, claro, jamais responderão (pois isso implicaria a admissão total de completa de uma manipulação ilegal da corrida): de quem era a voz com forte sotaque italiano que, em tom severo, mostrou a Felipinho Massichello o seu lugar e determinou a ele que entregasse a vitória à versão espanhola e piorada do Dick Vigarista? Certamente não era do bundão Rob Smedley, que mais tarde ainda surgiu para balbuciar um desconsolado “i am sorry” nos ouvidos de Massichello…


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