Sergio Garschagen em Alta Velocidade
Sergio Garschagen on high speed

sergioDescobriram um brasileiro mais lento que o Rubens Barrichelo: a Dilma Rousseff. Ele estava sempre atrasado mas ela levou um ano inteiro para perceber que o país que governa estava em crise.

An even slower Brazilian than former F1 driver Rubens Barrichello has been discovered: Dilma Rousseff. He was always late, but she took a full year to notice that the country she is in charge of was in a crisis.

rubens

Congratulations, Dilma! You saw the crisis right on time!

Claudio Lessa por Escrito
Claudio Lessa in writing

LessaPic5Depois de nove meses em coma, o piloto de F-1 Jules Bianchi morreu. Bianchi se envolveu num acidente estúpido no GP do Japão de 2014. Acidentes acontecem — por isso são chamados de “acidentes”. Os Grandes Prêmios de F1 são, por definição, campos de prova onde quase sempre se aprende com o erro. No entanto, o acidente que vitimou Bianchi foi estúpido porque mostrou explicitamente que a Fórmula 1 parece ter abandonado, sem qualquer motivo, os fundamentos do esporte automotor. Estava chovendo em Suzuka. Havia um carro fora da pista numa determinada curva. O carro estava sendo retirado por um trator-guindaste. As condições da pista encharcada obrigavam o diretor de prova a impor a bandeira amarela acenada (não estática) para forçar a redução drástica da velocidade dos carros pelo menos duas curvas antes daquela onde se encontrava o reboque. Com a bandeira amarela, estática ou acenada, é proibido ultrapassar — portanto, a ordem é tirar o pé do acelerador drasticamente. Aprendi isso quando fiz, obrigatoriamente, escola de pilotagem para começar a correr nos Estados Unidos pela SCCA, organização que cuida do GP dos EUA de F1. Isso não aconteceu, tanto que Bianchi também derrapou e saiu da pista, atingindo o trator-guindaste com extrema violência. Reveja o momento do acidente no video abaixo.
O abandono dos fundamentos do esporte a motor é algo estúpido que não pode ocorrer, sob pena de termos outros pilotos como Jules Bianchi morrendo inutilmente. Uma coisa é morrer na pista por causa de uma situação inusitada, não-prevista. Outra coisa é morrer por burrice e desatenção de todos os envolvidos.

After nine months in a coma, F1 driver Jules Bianchi has died. Bianchi was involved in a stupid accident in the 2014 Japanese Grand Prix. Accidents happen — that is why they are called “accidents”. The Formula 1 GPs are, by definition, test fields where almost always one learns from his/her mistakes. However, the accident that killed Bianchi was stupid because it explicitly revealed that, fo no reason whatsoever, Formula 1 seems to have abandoned the bascis of motorsport. It was raining. At a certain turn, there was another car outside the track in Suzuka. That car was being removed by a tractor-crane. The very wet track conditions required the director to impose the waving (not static) yellow flag in order to force the severe speed reduction at least two turns before the one where the tractor-crane was removing the disabled car. When a yellow flag (static or waving) is displayed on the race track, no passing is allowed — therefore, the driver must reduce the speed severely. I learned that lesson when I was required to attend a race driver’s school to start my racing activities in the United States. The SCCA, which handles the U.S. Grand Prix, was the organizer of that race driver’s school. That requirement was not complied with during the race in Suzuka — so much so that Bianchi, too, lost control of his car and let the track, hitting the tractor-crane with extreme violence. See the accident that killed Jules Bianchi below.
Abandoning the basics of motorsport, for whatever reason, is not a wise thing to do and must not happen. Otherwise, we will witness the useless, stupid deaths or other drivers like Jules Bianchi. It is one think to die on the track because of a completely unforeseen situation. It is another one entirely different to die because of everyone’s stupidity and lack of attention.

Silverstone, o Fim do Mito
Silverstone – The end of a myth

ham_silva O Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, acabou de vez com um mito alimentado por muita gente insatisfeita com os rumos de alta tecnologia tomados pela F1. A insatisfação se apóia na queda vertiginosa da audiência de TV, por exemplo, para sustentar a teoria de que tudo na categoria é pré-programado; a vitória do piloto A ou B é decidida antes mesmo de a corrida ter início; a manipulação do software embarcado nas máquinas é explícita, a F1 virou concurso de miss, e assim por diante. Pode ser. Afinal, mutretas sempre existiram no automobilismo, seguindo os recursos disponíveis em cada época. Algumas mutretas eram mais visíveis, outras menos, e hoje esse tipo de coisa continua.
Entretanto, o GP da Inglaterra em Silverstone mostrou que não adianta os donos do circo decidirem de antemão quem deverá ganhar. Nem sempre isso vai funcionar. Em Silverstone, a torcida inglesa estava ansiosa para ver uma vitória da casa. A McLaren, no entanto, era carta fora do baralho. Hamilton, líder do campeonato e candidato ao tri, pilota para uma equipe alemã e poderia passar por um jejum, chegando em terceiro. Quem sobrou? A Williams, britânica até a medula, apesar dos pilotos estrangeiros.
O advogado do diabo informa: os donos do circo resolveram beneficiar o software das Williams, abrindo caminho para a vitória do time. Uma dobradinha em homenagem a Sir Frank Williams. Perfeito, mas… só isso não foi suficiente. As duas Williams, de Massa e Bottas, largaram como dois foguetes, algo inédito, ignorando o pole position Lewis Hamilton e seu companheiro Nico Rosberg. Nem só de software remapeado vive a F1, mostrou Silverstone. Os erros da Williams foram evidentes ao longo da prova, a superioridade alemã mais uma vez se confirmou e Hamilton ocupou, mais uma vez, o topo do pódio.

It looks like the British Grand Prix in Silverstone has definitely ended with a myth. A lot of people have been dissatisfied with the high-tech avenues taken by F1. This feeling is reflected by the steep decline of TV viewership, for example, as a way to support tha theory that everything in F1 is pre-programmed; driver A or driver B’s victory is decided even before the red lights are turned off on the grid; engine software manipulation is explicit, F1 has become a beauty contest, and so on and so forth. After all, monkey business has always existed in motor racing, according to the available resources at the time. Part of that monkey business was more visible, part of it was less visible, and the fact of the matter is that this unfortunate behavior continues to this day.
However, the British GP in Silverstone showed that it is not enough for the owners/controllers of the F1 circus to decide in advance who is supposed to win. It won’t work every time. In Silverstone, the British were anxious for a victory from someone from home. McLaren, however, was immediately discarded. Hamilton, the championship leader on his way to a third title, drives for a German team and could, very well, endure a third place finish. Who’s left? Williams, of course, British to the hilt, although its cars are driven by foreigners.
The devil’s advocate informs: the owners of the F1 circus have decided to benefit the Williams team by remapping its engine software, opening the door for a huge victory. It would be a 1-2 as a tribute to Sir Frank Williams. Perfect, but… this was not enough. The two Williams, driven by Massa and Bottas, started like two rockets — that was never seen before — ignoring pole Hamilton and second on the grid Rosberg, both driving the powerful Mercedes. Silverstone showed that F1 does not live solely on remapped software. The Williams team mistakes were evident along the way to the checkered flag, the German superiority has been once again confirmed and Lewis Hamilton occupied, once again, the top place at the podium.