É Simplesmente Obsceno
It is simply obscene

O Tribunal de Contas de União acaba de dar mais quinze dias para Dilma Rousseff se explicar, como se houvesse explicações possíveis. É uma obscenidade.

The Brazilian equivalent to the U.S. General Accounting Office has just given Dilma Rousseff fifteen more days to explain her fiscal crimes, as if there would be any explanation for them. It is an obscenity.

Carlos Marchi e os Sete Problemas de Dilma
Carlos Marchi and Dilma’s seven problems

marchi2Então ficou assim:
Dilma tem sete grandes problemas, a saber:
1) Economia descontrolada, inflação idem, desemprego avançando, com viés de piora progressiva;
2) As desconfortáveis revelações do processo Lavajato, que mostram um governo corrupto e minam o PT;
3) Petrolão em marcha, mostrando que parte do dinheiro roubado foi parar na campanha dela em 2010 (e, quiçá, no ano passado);
4) Pedaladas detectadas pelo TCU mostram um governo em situação de notória quebra da responsabilidade fiscal;
5) Popularidade despencando por conta do evidente estelionato eleitoral de 2014 e das hipóteses anteriores;
6) Absoluto descontrole das manifestações populares;
7) Perda da base de apoio no Congresso.
Até aqui, após o acordão deprimente com Renan, ela resolveu parcialmente – no Senado – a 7 (com possibilidade de encaminhar a 4 com os votos que Renan controla no TCU). Não tem nenhum controle sobre as mais graves – a 1, a 2, a 3, a 5 e a 6.
Ou seja, ela despencou do 40º andar e, ao passar pelo 13º, constata que está tudo bem.

So far, it’s like this:
Dilma has seven big problems, and they are:
1) Economy out of control, same with inflation, growing unemployment, everything with a worsening trend;
2) The uncomfortable revelations of the Car Wash investigation. They show a corrupt government and undermine the PT (Workers Party);
3) The “petrolao” (huge Petrobras scandal) on the move, showing that part of the stolen money ended up in her 2010 campaign (and, perhaps in the 2014 campaign, too);
4) Fiscal crimes detected by the TCU (equivalent to the GAO in the U.S.) show the administration in a clear situation of lack of respect for fiscal responsibility;
5) Plummeting popularity because of the evident electoral embezzlement in 2014 and above items;
6) Absolute lack of control over popular demonstrations;
7) A loss of the support base in Congress.
So far, after the depressing agreement with (Senate president) Renan Calheiros, she partially solved – in the Senate – item #7 (and possibly #4, based on the votes Renan controls in the TCU). She does not have any control over the worst ones: 1, 2, 3, 5 and 6.
In other words, she has fallen from the 40th floor; when passing by the 13th floor, she arrives at the notion that everything is OK.

Carlos Marchi e o Desastre de Dilma no TCU
Carlos Marchi and Dilma’s disaster at TCU*

marchi2A defesa de Dilma Rousseff no processo de investigação do TCU que atestou as pedaladas nas finanças públicas é um desastre.
Ela se resume a alegar que “todo mundo faz”, repetindo a desculpa básica inventada por Lula à época do mensalão.
Dizer que “Todo mundo faz” não exime culpa. Não conserta o Brasil. É, no mínimo, estagnação.
E, no máximo, absoluta incompetência para gerir um país, além de óbvia falta de vergonha.na cara.

Dilma Rousseff’s defense in the TCU investigation about her fiscal crimes against public finances is a disaster.
It only goes to allege that “everyone does it”, repeating the basic excuse invented by Lula at the time of the “mensalao” (big monthly allowance paid to congressmen in exchange for votes).
To say that “everyone does it” does not exempt one from guilt. It does not fix Brazil. It is, to say the least, stagnation.
And, to say the most, it is absolute incompetence to manage a country, not to mention the obvious shamelessness.
*The TCU (Tribunal de Contas da União) is the Brazilian equivalent to the U.S. GAO (General Accounting Office).

A Dívida Escondida
The hidden debt

A informação vem da coluna “Diário do Poder”, do xará Claudio Humberto: na prestação de contas que deverá ser rejeitada pelo Tribunal de Contas da União, o desgoverno da Rainha da Mandioca “escondeu” dívidas de 270 milhões de reais junto a bancos oficiais. Foi uma tentativa de camuflar ou de “apagar as provas” do crime de pedaladas fiscais, que consiste em fazer dos bancos oficiais financiadores de programas sociais do governo. Esse é um crime punido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O crime das pedaladas é tão claro, para os técnicos e ministros do TCU, que não há clima para nem sequer uma “aprovação com ressalvas.” Um defensor do desgoverno no TCU tenta convencer os colegas a substituir a palavra “rejeição” por outra mais amena. No entanto, o tribunal pretende usar a rejeição das contas da Mulher-Sapiens para demonstrar independência. O desgoverno petralha alega que as pedaladas são praticadas desde 1992. Só que, de lá para cá, surgiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.

The information comes from the “Power Daily” column, from my namesake Claudio Humberto: in the accounting to be rejected by the TCU (the Brazilian equivalent to the U.S. General Accounting Office), the (un)administration of the Cassava Queen “hid” debts in the amount of 270 million reais (roughly 85 million dollars) from official banks. It was an attempt to mask or to “erase the evidences” of the crime of illegal fiscal maneuvers — more specifically, the use of money from official banks to finance the (un)government’s social programs. This is a crime punished by the Fiscal Responsibility Act. This crime is so clearly demonstrated in the balance sheets that, according to technicians and justices of the Brazilian GAO, there is not even a chance of approving the accounting “with reservations”. One of the TCU justices in tune with the (un)administration has been trying to convince his colleagues to replace the word “rejection” by some other expression considered less harsh. However, the court intends to use the rejection of the Woman-Sapiens accounting to demonstrate its independence. The petralha (un)administration claims that the illegal maneuvers have been in place since 1992, but it (conveniently) forgets the creation of the Fiscal Responsibility Act, though.