Consequências da Crise na Grécia
Consequences of the Greek Crisis

(Da internet)
1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega:”Ela tem minhocas na cabeça!”.
9. Sócrates inaugura Cicuta’s Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão todos falando grego!

(From the internet)
1. Zeus sells his throne to a Korean multinational.
2. Achilles treats his heel in the public health system.
3. Eros and Pan open a whorehouse.
4. Hercules stops his 12 works for lack of pay.
5. Narcissus sells mirrors to cover his overdraft check.
6. Minotaur pulls carriages to earn his living.
7. Acropolis is sold; right there, a Universal Church of the Kingdom of Zeus is opened.
8. The Eurozone refuses to accept Medusa as the Greek negotiatior: “She has worms in her head!”
9. Socrates opens the Hemlock’s Bar to make some extra money.
10. Dionysus sells wine at the road to Marathon.
11. Hermes delivers his CV to work for the Post Office. Specialty: Fast deliveries.
12. Aphrodite decides to pose nude for Playboy magazine.
13. Without money to pay salaries, Zeus allows the nymphs to work at the Eurozone.
14. Lesbos Island opens a heterosexual resort.
15. In order to save energy, Diogenes turns off his lamp.
16. The Oracle of Delphi leaks some budget numbers and creates havoc at the Stock Market.
17. Aries, God of War, is caught red-handed sending arms to the Syrian guerrilla.
18. Plato’s cave shelters thousands of homeless.
19. The reason for the crisis is discovered: the economists are speaking Greek!

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Carlos Marchi e o Não-Dilema Grego
Carlos Marchi and the Greek non-dilemma

marchi2Alexis Tsipras deu o braço a torcer. Bravateou até onde pôde mas no final esgotaram-se suas fichas e sua coragem. É de extrema-esquerda mas optou por permanecer na Comunidade Europeia, que é capitalista liberal. Poderia ter tentado implantar um regime socialista na Grécia. Mas não tentou porque sabe que não daria certo. Sabe que em todas as experiências tentadas no mundo o socialismo fracassou – e terminou como farsa ou como tragédia (em alguns casos, como a URSS de Stalin, a China da Revolução Cultural e o Camboja de Pol Pot, terminou como genocídio). Acabou assinando um acordo no qual dizia não acreditar “para evitar o pior”. O pior teria sido sair da Comunidade, ele sabe muito bem. Esgotada a fase das bravatas, deu-se conta: fora da Europa capitalista liberal havia apenas o vazio.
Resta saber se agora vai governar com responsabilidade.

Alexis Tsipras has allowed his arm to be twisted. His bravado lasted up to a point, but at the end his chips and his courage were gone. He is extreme-left but he chose to stay in the liberal, capitalist European Union. He could have tried to set a socialist regime in Greece. He didn’t do it, though, because he knows it would not have worked. He knows that all the attempted socialism experiences have failed worldwide. Socialism has ended as a farce or as a tragedy (in some cases, like Stalin’s USSR, China’s Cultural Revolution and Pol Pot’s Camboja, it has ended in genocide). Tsipras ended up signing an agreement he said he did not believe in “to avoid the worst.” The worst would have been leaving the EU, and he knows that very well. The bravado phase being finished, his vision was clear: outside the liberal, capitalist Europe, there would be only emptiness.
Now all that is left to know is if he is going to govern responsibly.

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A Bronca
The Scolding

Na quarta-feira (8 de julho), o líder grego Alexis Tsipras compareceu, finalmente, ao Parlamento Europeu. O belga Guy Verhofstadt, ex-primeiro ministro de seu país, foi a grande figura da sessão no Parlamento Europeu. Ao longo de oito memoráveis minutos, Verhofstadt empolgou a audiência e encostou Tsipras na parede, dando-lhe uma bela bronca. Verhofstadt, de 62 anos, exigiu que os políticos gregos passem a se comportar como gente grande, deixando a criancice de lado, e tomem medidas concretas, responsáveis, para evitar que a Grécia deixe a zona do Euro e acabe no esgoto do Grexit (a imaginária moeda de uma Grécia fora da zona do Euro).

On Wednesday (July 8), Greek leader Alexis Tsipras finally went to the European Parliament. Belgian Guy Verhofstadt was the great name of the debate during that European Parliament session. During eight memorable minutes, Verhofstadt fired up the audience and scolded Tsipras. The 62-years old Belgian former prime-minister demanded that Tsipras and the other Greek politicians start behaving like adults, leaving their usual childish attitude aside to take concrete, responsible measures that will avoid leading Greece away from the Euro Zone, steering it towards the Grexit oblivion.

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Carlos Marchi: Mais Um Plebiscito
Carlos Marchi: one more referendum

marchi2Muita gente se sensibilizou com o blefe do governo grego ante as exigências da União Europeia. Fica parecendo que o governo grego é o mocinho e a UE, o bandido. Não é bem assim. Dar dinheiro à Grécia significa que os outros povos estarão pagando pela longa irresponsabilidade dos governos gregos, não apenas do Syriza, mas também dos conservadores e socialistas. E por que os trabalhadores alemães, franceses e italianos devem pagar pelos erros gregos? Um plebiscito na Grécia – aliás, fortemente influenciado pelo governo – definiu que os gregos não aceitam as exigências do Banco Central Europeu. Ótimo. Agora é o caso de fazer plebiscito nos países que estão sendo chamados a custear a crise grega. Respondam aí, trabalhadores alemães, franceses, italianos, holandeses, espanhóis, ingleses, portugueses. Vocês topam pagar as cagadas da Grécia?

A lot of people fell for the Greek government’s bluff regarding the European Union’s demands. It looks like the Greek government is the good guy and the EU, the bad guy. It’s not exactly like that. Giving money to Greece means that the other people in Europe will be paying for the long-standing Greek administrations’ irresponsibility (not only Syriza’s, but also past conservative and socialist previous administrations). Why should the German, French, Italian and other workers pay for the Greek mistakes? A referendum in Greece — heavily influenced by the government — has defined: the Greek should not accept the European Central Bank’s demands. Great. Now it is the case of having a new referendum in the countries that are being called upon to pay for the Greek crisis. Let us know, German, French, Italian, Dutch, Spanish, British, Portuguese workers: are you willing to pay for the Greek shit?

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A Perspectiva de Sergio Garschagen
Sergio Garschagen’s perspective

sergio_garschagenEm 1953, um grupo de representantes dos governos europeus — inclusive um grego — se reuniu na Conferência de Londres para assinar um acordo de redução de parte majoritária da dívida da Alemanha Ocidental. Por isso, economistas tem usado o episódio para traçar paralelos e apontar por que a Alemanha deveria ser menos rígida com as demandas gregas.
Apesar de demonstrar interesse em ajudar, os credores não têm sido tão lenientes com a Grécia quanto os administradores europeus foram com a Alemanha em 1953.

In 1953, a group of representatives from the European governments — Greece’s included — got together in London to sign an agreement for the reduction of a major portion of West Germany’s debt. Because of that, economists have used the episode to bear comparison and indicate that Germany should be less rigid with Greek demands.
Although having shown interest in helping, the lenders have not been so lenient towards Greece as the European governments were towards Germany in 1953.

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