Não, ela não é uma procuradora qualquer. O Blog do Lessa está convencido de que nunca antes na história desse país uma matéria de página inteira (A8) da Folha de SP de hoje (21 jul) mostre, tão completamente, que esse título pejorativo só faz sentido na mente doentia de alguém completamente aniquilado pela ingestão excessiva de álcool, com livre acesso a um microfone e com um bando de idiotas dispostos a lhe dar ouvidos.
Em Uberlândia, Minas Gerais, Fernando Pimentel sussurra para Dilma Rousseff durante a inauguração de um forno de assar pão de queijo o que ela deve fazer diante das câmeras. Aparentemente, o esforço do “soprador oficial” não é bem sucedido.
Começando pelo começo: o candidato a vice pela chapa do PSDB, Índio da Costa, botou a boca no trombone e anunciou o que todo mundo que sabe ler e tem acesso a publicações impressas diária e semanalmente já sabia: o PT tem conexões sólidas com as FARC, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - guerrilha mambembe sustentada pelo narcotráfico enraizado naquele país vizinho.
Segundo ato: os petralhas entraram em transe. Horrorizados com essa denúncia (ainda que requentada) em ano eleitoral, quando fazem de tudo para sustentar o projeto de uma pseudo-candidata, os petralhas sacudiram céus e terra e avisaram que pretendem processar meio mundo por causa da revelação deste segredo de polichinelo.
Terceiro ato: José Serra, o candidato tucano que procura o quanto pode manter-se à margem de controvérsias, foi obrigado a entrar no ringue e apoiar as palavras de seu vice. E é aí que mora o perigo: Serra apoiou Índio, mas não integralmente. Disse que há, mesmo, uma ligação entre o PT e as FARC, mas não com o narcotráfico.
A reflexão do Blog do Lessa: as FARC são uma narco-guerrilha; suas atividades subversivas são sustentadas com o dinheiro podre do tráfico de drogas; qualquer um (pessoa física ou jurídica, brasileira, colombiana ou de qualquer outro país) que se disponha a manter relações e construir vínculos com essa organização-escória da humanidade não pode manter relações com um aspecto da organização apenas e desconhecer e/ou desconsiderar o que lhe dá suporte. Até porque, dado o histórico de trampolinagens praticadas à luz do dia (o mensalão é um exemplo) e de crimes não-resolvidos (a morte de Celso Daniel é outro exemplo), é necessário que José Serra demonstre coerência e firmeza, apoiando integralmente a denúncia de seu companheiro de chapa. Essa postura é politicamente interessante? À primeira vista, talvez não. Mas se se pretende limpar o panorama político do fazendão (e a Lei da Ficha Limpa é apenas um tímido primeiro passo), é preciso botar a ferramenta na mesa e os pingos nos “i”s. O eleitor agradece.
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A gritaria da politicalha em torno da Ficha Limpa se baseia na premissa — falsa, diga-se desde já — de que essa nova lei não pode retroagir, isto é, não pode alcançar a pilantragem já cometida. “Só serve se for daqui para a frente”, esgoela-se o clube da folha corrida, desesperado para garantir a boquinha.
A interpretação do TSE é correta, embora a justificativa oferecida pelos juízes deixe a desejar. Claro que a Ficha Limpa pode (e deve) retroagir, e não apenas porque seu adiamento significaria uma “frustração” para a sociedade, como disse um deles. Afinal, a sociedade já está acostumada a sair perdendo em todas as frentes e essa seria apenas mais uma frustração num vale de lágrimas. Ocorre que o processo democrático é um trabalho em construção permanente, e que a adição de novos filtros é necessária para conter os abusos que são cometidos dia após dia por quem não tem alcance para buscar o melhor para o País, preferindo o lucro pessoal com o dinheiro que pertence a todos.
Neste trabalho de construção do sistema, é perfeitamente aceitável — ao contrário do que o jus esperneandi da politicalha clama — que a Ficha Limpa impeça criminosos de buscar guarida nas salvaguardas garantidas pelos mandatos conquistados junto aos eleitores, geralmente desavisados, manipulados, ignorantes ou sem alternativa.
A linha de raciocínio da politicalha que busca se manter à margem da lei à custa do eleitor é rasa: se baseia na cadeirinha de carregar bebês em automóveis, ou no exame médico para acesso às piscinas dos clubes. No caso da cadeirinha — equipamento que será exigido, sob pena de multa, a partir de agosto de 2010 –, o argumento é o de que o filho foi feito antes da exigência, e que portanto não se aplica. Para filhos feitos de agosto em diante, raciocina a politicalha, tudo bem (embora não descarte algum recurso junto ao STF). No acesso à piscina dos clubes, a desculpa é a mesma: a frieira do pé surgiu antes de a pessoa se associar ao clube, e por isso não pode ser usada como impedimento de acesso à piscina.
É preciso acabar com essa mentalidade do “é assim mesmo”, que prevalece no Brasil, para que as instituições possam ser aperfeiçoadas e o País possa, finalmente, se livrar dos corruptos que atrasam o desenvolvimento e o bem-estar de todos.
326944. Este é o número que o goleiro Bruno virou. Um fichado com uniforme vermelho de preso. Bruno, o cara que venceu na vida, acabou. Mas as autoridades tiveram 8 meses para evitar que Eliza Samúdio fosse morta. Não o fez. Ironia: agora, que ela virou restos a serem resgatados, depois de ser servida como repasto a cães, Bruno foi detido por tê-la seqüestrado e ameaçado. Nem é ironia. Isso é deboche.
Do que adianta o encorajamento às mulheres para que denunciem atos de violência contra elas se continua a indiferença quando não o reacionarismo às questões, quase sempre imputando à mulher o papel de responsável por ser atacada. De que adiantou aquela cabeleireira registrar várias ocorrências contra o ex-marido se ela levou 9 tiros diante da câmera que instalou, por medo, em seu salão? De que adiantou Eliza Samúdio contar, publicamente, as ameaças que estava sofrendo, inclusive para veículos de comunicação? Quem se informa, leu, viu, ouviu: o Disque Mulher registrou um aumento de 95 por cento em 2010. É o dobro do ano passado. Estarrece tanto quanto os detalhes da execução da namorada do goleiro.
O governo Lula e sua secretaria que deve cuidar desta triste realidade quer faturar em cima da cifra, dizendo que este aumento se deve às suas campanhas de incentivo às denúncias. Eu já acho que, como a impunidade é evidente, e as mulheres continuam a levar porrada e a serem mortas como baratas (quase sempre achincalhadas e chamadas de putas entre outras coisas), não há mérito algum em haver aumento no volume de denúncias. Afinal, denunciar serve para quê?
Não me entra na cabeça o fato de Eliza Samúdio ter gravado entrevista que milhões viram, ter feito o que legalmente deveria, registrando sua queixa, para ser deixada desamparada, ela e o filho de 4 meses, entregue à sanha de Bruno, o poderoso do Flamengo. Garota de programa? Era, com certeza? Interesseira? Caça-dotes? Deslumbrada? Burra? Pode-se responder sim a todas estas questões. E daí? Por isso merecia ter o fim que teve? Tudo o que se falar é redundante neste caso.
Me dá nojo saber que quem deveria defender as Elizas Samúdios, com a força da lei, não o faz. Só aceitar denúncia é piada. O Brasil vive a delícia da impunidade movida pela grana, pela cínica idolatria ao que veio de baixo, venceu as adversidades e, coitado, não tinha estrutura para ter grana, afinal, foi abandonado pelos pais etc etc etc. Por estes etcs todos, pode bater, pode dizer que bate publicamente, pode seqüestrar, pode matar.
E a mídia, o que fez? Aproveitou a matéria boa, legal para zoar com a cara da maria-chuteira de voz macia, fotos de bunda empinada, que se envaidecia de ser procurada por esta categoria especial chamada “desportistas” do futebol. A mídia botou no ar a história minuciosamente relatada por Eliza, lhe deu mais corda e incentivou-a a contar outras intimidades. Depois, nunca mais. O vídeo ficou rolando no youtube onde, hoje, divide acessos com os pornôs que ela fez.
A mídia ficou de consciência tranqüila com o que fez – deu voz a uma denunciante. Ganhou seu ibopezinho. Agora, ganha mais, cobrindo todo o circo da morte anunciada de Eliza Samúdio. Afinal, iria se preocupar com ela se nem mãe, nem amante, nem ninguém, além de um punhado de amigas, se importava com ela? Era uma vadia para a maioria dos “bons brasileiros”. Bruno sim, era um ídolo, construído pela mesma mídia que usou Eliza para o deboche. Bruno, agora, é um número que nem sua altivez vai apagar. E a mesma mídia que o criou e alimentou suas idiossincrasias com simpatia e conivência, agora segue seus passos fingindo indignação e espanto. A mídia também é responsável pela execução de Eliza Samúdio.
– Postado por maristela no Clínica da Palavra em 7/09/2010 07:48:00 PM
1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.
3. A vida é muito curta para desperdiçá-la odiando alguém.
4. Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
5. Pague mensalmente seus cartões de crédito.
6. Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
7. Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
8. Quando há chocolate, é inútil resistir.
9. Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
10. É bom deixar suas crianças verem que você chora…
11. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que é a jornada deles.
12. Respire fundo. Isso acalma a mente.
13. Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre.
14. Qualquer coisa que não o matar vai torná-lo mais forte.
15. Nunca é muito tarde para ter uma infância feliz. Mas a segunda vez é por sua conta, e de ninguém mais.
16. Quando se tratar de algo realmente importante para você, não aceite um NÃO como resposta.
17. Prepare-se mais do que o necessário, depois siga com o fluxo.
18. Seja excêntrico agora. Não espere pela velhice para vestir roxo. Acenda as velas, use os lençóis bonitos, use lingerie chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
19. Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você…
20. Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras: “Em cinco anos, isto importará?”
21. Sempre escolha a vida.
22. Perdoe tudo de todo mundo.
23. O que as outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
24. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
25. Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
26. Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
27. Acredite em milagres.
28. Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo AGORA.
29. “Envelhecer” ganha da alternativa “morrer jovem”.
30. Suas crianças têm apenas uma infância.
31. Tudo que verdadeiramente importa no final é o que você amou.
32. Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
33. Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
34. A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
35. O melhor ainda está por vir.
36. Não importa como você se sente. Levante-se, vista-se bem e apareça.
37. Produza!
38. A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
Repare nos patrocínios de cada candidato…
O semblante de Juan, ainda no vestiário, momentos antes do início de Brasil x Holanda, contava toda a estória antes mesmo de qualquer coisa acontecer. O pobre-coitado estava procurando uma porta que não existia para fugir e ir para algum lugar bem, bem, bem longe dali.
O diabo é que tudo foi registrado em alta definição, sem margem para dúvidas. Alguma dúvida? Depois que o “mito” recebeu e alisou os integrantes da seleção a caminho da África do Sul, não havia mais. Era só uma questão de “quando”.
O anúncio da candidatura do deputado Índio da Costa a vice-presidente na chapa do tucano José Serra deu sinais preliminares de acerto. Os sinais vieram por meio da reação do atual chefe do desgoverno e de sua candidata-poste, que, surpresos, alegaram desconhecer a pessoa que integra a chapa do PSDB.
Se, por um lado, o nome de Índio da Costa já esteve envolvido numa trampolinagem carioca de subtração de dinheiro da merenda escolar — o que, para seu benefício, nunca deixou seqüelas legais, isto é, não resultou em indiciamento ou condenação, apesar das insistentes evidências circunstanciais ligadas ao caso e veiculadas pela imprensa — por outro deixa claro que, se houver algum fundo de verdade nessas alegações, Índio e Lulla atuam em ligas diferentes, bem diferentes.
Geralmente, os grandes ladrões, acostumados a roubar bilhões, a promover grandes farras com dinheiro público, prometer realizações inexeqüíveis e anunciar investimentos na Lua enquanto riem da cara do bobo eleitor, desconhecem os meros batedores de carteira.
Portanto, é uma boa notícia o fato de Lulla desconhecer Índio, por dois bons motivos. Primeiro, porque Índio não faz parte da gangue do atual aparelhador-mor da republiqueta em que vivemos; como se sabe, Lulla só reconhece e socializa com grandes delinqüentes. Só anda de braços dados com gente como Collor, Sarney, Chavez, Ahmadinejad, Kadhafi e outros meliantes, ao mesmo tempo em que delira com as montagens de eixos Brasília-Damasco, ou Brasília-Teerã. Segundo, porque se Índio realmente esteve enrolado antes, tudo indica que ele ainda tem espaço e oportunidade de rever seus erros e de se emendar, criando daqui para a frente uma biografia que possa ser motivo de orgulho não apenas para ele, mas sobretudo para aqueles que o elegerem.
Estamos em ano de eleições, de Copa e de tragédias (naturais e políticas – sobretudo políticas). A mais recente, aliás, realça a desfaçatez do “mito” que, com a cara inchada pelo tabefe no pé da orelha que levou na ONU com seu esquema de bancar o bonzinho fazendo aliança com a escória da humanidade, pulou fora da reunião do G20. Afinal de contas, ele não ia querer ficar frente a frente com quem lhe mostrou o seu lugarde forma tão peremptória, após a trampolinagem que pretendia criar o temido eixo Brasília-Teerã. Inventar que ia acompanhar de perto os desdobramentos dos temporais e enchentes em Pernambuco e Alagoas, logo ele que sempre passou ao largo dos grandes desastres naturais ocorridos debaixo de sua barba, foi deveras patético. Aproveitando esse gancho, resolvi abrir minha caixa de correio eletrônico e compartilhar com você que lê esta coluna duas pérolas que recebi há poucos dias.
Uma delas tem a ver com a candidata-poste, vista em vídeos com uma certa figurinha incrível, fantástica, extraordináriamente cara-de-pau de nome Fernando Pimentel soprando respostas a ela diante dos jornalistas (se você ainda não viu, veja abaixo um post intitulado “Rede Nacional Obrigatória!”), já que ela, sozinha, coitada, não consegue articular uma frase completa contendo raciocínio lógico. É possível que os longos e longos anos de clandestinidade, lutando contra tudo e contra todos, mentindo a cada minuto para poder sobreviver e dar prosseguimento a uma luta renhida em nome de uma democracia genuinamente soviética – como se sabe, um bastião das garantias, liberdades e direitos individuais – tenham provocado essa deficiência psicomotora que, desafortunadamente, acabou permanente.
A mensagem, que recebi de várias pessoas, é um pedido de ajuda. Se você puder colaborar, vá em frente. Diz ele: “Como vocês já devem ter percebido, circulam mensagens de cunho político e, como é de se esperar, quem as manda é xingado por uns e aplaudido por outros. Nem sempre encaminho todas as mensagens que recebo, sendo que a grande maioria é contra a Dilma e esculacha o PT/Lula (não consigo desvincular um do outro). Assim, para contribuir com o debate e mostrar que Dilma já deu as suas contribuições para o avanço do Brasil, peço-lhes que me encaminhem fotos dela lutando pela democracia e não pelo comunismo. Tem que existir! Por exemplo: uma foto da Dilma em qualquer palanque das Diretas Já; uma foto da Dilma em uma passeata pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita; uma foto da Dilma em algum evento pela Constituinte Livre e Soberana; uma foto dela no impeachment do Collor; uma foto ou vídeo que mostre ela indignada com o Mensalão ou com a história do dinheiro nas cuecas, nas malas, nas meias, etc; uma foto ou vídeo de algum trabalho social de que ela já tenha participado; uma foto ou vídeo em que ela simplesmente se mostre autenticamente simpática. Deve haver! Preciso provocar a maioria com quem me correspondo na internet e, para isso, preciso de ajuda. Não podemos ter uma presidenta sobre a qual não sabemos absolutamente nada, a não ser da boca para fora. Chega de boatos, de “disse-me-disse”. Queremos fatos! Queremos fotos! Queremos notícias de jornal! Queremos documentos históricos! Divulguem esta campanha e ajudem a acabar com o Apagão Biográfico da Dilma. O Brasil quer saber mais! Assinado, Celso (ex-petista).”
Na sequência, uma “oração” – a “Oração do Lula”, segundo o outro e-mail que recebi e repasso. Oremos: “Capeta, fazei de mim o instrumento do golpe na Constituição, para garantir mais uma reeleição. Onde houver mutreta, que eu mostre a maleta; Onde houver gorjeta, que seja minha essa teta; Que eu tenha dor na munheca… de tanto encher a cueca; Em cada licitação, que alguém molhe a minha mão;?E que no meu endereço, vença o meu preço; Onde houver crachá, que não falte o jabá; Onde houver ócio, que eu feche o negócio; Onde houver propina, que reservem o da Via Campesina; Mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT; Onde houver colarinho branco, que dobre o lucro do banco; Onde houver esquema, cuidado com o telefonema; E quando tocar o sino, chamem o Genoíno; Se mexerem no meu, que venha o Zé Dirceu; E, se a proposta for chula, lembrai do custo do Lula. Ó, Capeta! Que eu tenha poder para corromper e ser corrompido, Porque é sonegando que se é promovido; é mentindo que se vai subindo; pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação, o índio passa o facão, o sem-terra faz a invasão, a base aliada entra na negociação, e a gente vai metendo a mão. E que a pizza seja feita pela vossa vontade, enquanto a grana da publicidade levar o povo a aceitar nossa desonestidade como se fosse genialidade. Amém!”
Há duas semanas, escrevi uma coluna para o site Direto da Redação (www.diretodaredacao.com) criticando a falta de uso da tecnologia na resolução de jogadas polêmicas na Copa do Mundo. A “Copa do Paradoxo” enfocava exatamente o fato de as imagens de tevê serem impressionantemente detalhadas, embora o nível técnico dos jogadores — e especialmente o nível da arbitragem — continue deixando a desejar, numa curva descendente. Proféticas palavras. Na partida que acaba de ser realizada entre Alemanha e Inglaterra, o que prometia ser uma disputa absolutamente equilibrada entre dois grandes times do futebol mundial acabou arruinada justamente pela impossibilidade do uso da tecnologia disponível para resolver uma questão crucial durante o jogo.
Ainda no primeira tempo, a Alemanha vencia por 2 a 0. A inglaterra rearmou-se com bravura e deu o troco: 2 a 1. Àquela altura, tudo indicava um jogão de bola, onde nenhum dos times se deixaria ntimidar por um resultado ocasionalmente adverso, mas limpo. Logo em seguida, o time inglês viu o caminho do gol aberto mais uma vez e não desperdiçou a oportunidade: 2 a 2. As 32 câmeras instaladas no estádio, com avançados recursos de computação, registraram inapelavelmente: a bola inglesa bateu no travessão, caiu 33 centímetros dentro do gol e saiu da meta. Gol da Inglaterra, indiscutível, inapelável, irreversível.
O goleiro alemão, de uma nova geração de atletas que inclui a desonestidade entre seus predicados, fingiu que nada havia acontecido. O bandeirinha desatento não notou a malandragem. O juiz, distante, muito menos. Mandou recomeçar a partida como se nada houvesse acontecido. A Inglaterra ainda tentou lutar, mas acabou desmoronando. O peso da frustração com súbita a perda de anos de sangue, suor e lágrimas com treinamento, sem falar na montanha de dinheiro gasta com preparação, logística etc a partir de um resultado roubado revelou-se insuperável para os ingleses.
O Blog do Lessa está convencido de que é apenas uma questão de tempo. O uso da tecnologia disponível para resolução de pendências durante jogos de futebol — pelo menos os importantes, como os da Copa do Mundo — virá de um jeito ou de outro. Talvez ocorra quando um técnico tiver peito suficiente para, depois de uma garfada dessa magnitude, recolher seus jogadores e deixar o campo, alegando que dessa forma é impossível manter uma disputa minimamente limpa e ética.
Poder-se-ia dizer que a garfada levada pela Inglaterra neste fatídico domindo seria uma resposta cósmica a um similar e polêmico lance ocorrido em 1966, quando os mesmos países (Inglaterra e Alemanha) disputavam uma partida na Copa do Mundo. Na ocasião, o gol inglês teria sido validado, ainda que muitos duvidem de que a bola tenha realmente entrado no gol depois de bater contra o travessão. Falácia. Em 1966, não havia televisão de alta definição com recursos de super câmara lenta, nem spider cams, nem nada.
Para todos os efeitos práticos, a Copa do Mundo de 2010 já acabou. Não se pode, em sã consciência, determinar um justo vencedor para essa competição. Agora, é esperar 2014 oom a esperança de que a Fifa desista da aura mafiosa que sempre a envolveu e se decida a utilizar os recursos fartamente disponíveis para que os jogos revelem o verdadeiro campeão do mundo de futebol.
…a multidão aguarda, ansiosamente, inauguração de estátuas em homenagem a Lulla da Silva em cada praça deste imenso país!